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Quem é e o que faz o higienista ocupacional?

Imagine a seguinte situação: a sua empresa irá utilizar uma matéria-prima em um novo processo. Então, é necessário verificar a exposição do colaborador a esse novo produto químico inicialmente, em um projeto piloto, para definir os riscos existentes e os controles necessários. Assim, quando essa matéria-prima for inserida no processo de produção, todas as ações a serem adotadas já estão definidas. Neste cenário, entra o higienista ocupacional.

Afinal, é necessário um profissional especializado para executar esse estudo. O responsável é o higienista ocupacional, que deve ter formação suficiente para o gerenciamento dos riscos relacionados à segurança e saúde do colaborador.

Dessa forma, o profissional é capaz de definir as ações necessárias para o controle e a prevenção dos riscos existentes, em conjunto com as demais áreas da empresa.

Leitura recomendada: Conheça as 4 etapas da higiene ocupacional

Quem é o Higienista Ocupacional?

Os higienistas ocupacionais são profissionais que mantêm a saúde e a segurança no local de trabalho, antecipando, reconhecendo, avaliando e controlando a exposição a riscos químicos, físicos, ergonômicos e biológicos. 

As responsabilidades de um higienista ocupacional variam de acordo com a indústria, local de trabalho e os tipos de riscos que afetam os colaboradores. 

Esses profissionais, geralmente, trabalham nas empresas para reduzir o estresse do trabalhador. Além de implementar medidas de controle que minimizem as incidências de problemas de saúde e doença e identifiquem ineficiências no local de trabalho.

Quais os conhecimentos do higienista ocupacional?

A higiene ocupacional é uma ciência aplicada e os conhecimentos necessários para essa atuação, que abrange os tipos de agentes perigosos variam. Entre essas capacitações, podemos incluir:

  • Toxicologia e como os vários agentes perigosos impactam no corpo humano;
  • Métodos de medição e equipamentos/instrumentos;
  • Análise de resultados de medição, incluindo análise estatística;
  • Avaliação do risco e qualquer necessidade de ação para reduzir as exposições;
  • Uma ampla gama de métodos de controle de exposição, incluindo medidas de engenharia, como sistemas de ventilação;

Verificamos, então, que, para essa atuação, são necessários conhecimentos na área de química, física, matemática e toxicologia. Ou seja, para aplicar a ciência e a arte da Higiene Ocupacional, é importante ter conhecimentos na área de exatas e biológicas.

Quais são as atribuições de um Higienista Ocupacional?

As atribuições podem variar de trabalho para trabalho, mas a lista a seguir dá uma boa ideia dessa atuação:

Identificar, reconhecer e avaliar

  • Antecipar os perigos à saúde que podem resultar dos processos de trabalho, operações e equipamentos e, consequentemente, aconselhar sobre seu planejamento e design; 
  • Identificar condições e práticas perigosas em equipamentos, sistemas, produtos e instalações;
  • Reconhecer e compreender, no ambiente de trabalho, a ocorrência (real ou potencial) de agentes químicos, físicos e biológicos e outros estresses, e suas interações com outros fatores, que podem afetar a saúde e o bem-estar dos colaboradores;
  • Compreender as possíveis rotas de entrada do agente no corpo humano e os efeitos que tais agentes e outros fatores podem ter na saúde;
  • Avaliar a exposição dos trabalhadores a agentes e fatores potencialmente prejudiciais e avaliar os resultados;
  • Avaliar processos e métodos de trabalho, do ponto de vista da possível geração e liberação /propagação de agentes potencialmente nocivos e outros fatores, com vistas a eliminar exposições, ou reduzi-las em níveis aceitáveis.

Executar e gerenciar

  • Projetar, recomendar para adoção e avaliar a eficácia das estratégias de controle, em colaboração com outros profissionais para garantir um controle eficaz e econômico;
  • Participar na análise de risco geral e gestão de um agente, processo ou local de trabalho, e contribuir para o estabelecimento de prioridades para a gestão de risco;
  • Compreender o quadro jurídico para a prática de higiene ocupacional em seu próprio país;
  • Educar, treinar, informar e aconselhar pessoas em todos os níveis, em todos os aspectos da comunicação de perigo;
  • Trabalhar de forma eficaz em uma equipe multidisciplinar envolvendo outros profissionais;
  • Reconhecer agentes e fatores que podem ter impacto ambiental e compreender a necessidade de integrar a prática de higiene ocupacional com a proteção do meio ambiente;
  • Examinar a probabilidade e gravidade de acidentes e doenças que podem resultar de práticas perigosas e exposição nociva;
  • Realizar treinamentos com os colaboradores sobre os reais riscos a que estão submetidos e sobre as práticas e políticas de saúde e segurança de seu ambiente de trabalho;
  • Testar e avaliar sistemas de controle, por exemplo, sistemas de ruído e ventilação, bem como equipamentos de proteção individual;
  • Preparar relatórios de acidentes, incluindo observações e sugestões de como o acidente poderia ter sido evitado.

O papel do Higienista Ocupacional na empresa

O higienista ocupacional deve ter em mente que é sua responsabilidade gerenciar as exposições aos agentes físicos, químicos e biológicos com o objetivo de promover o trabalho seguro dos trabalhadores. 

Assim, o profissional deve dar retorno à empresa de todo o investimento feito em higiene ocupacional, no contexto de redução de acidentes e a consequente diminuição de custos com os acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. 

Os resultados gerados devem estar alinhados aos interesses estratégicos da empresa. Isso significa que, além da proteção à saúde dos trabalhadores, devem ser demonstrados também os benefícios financeiros obtidos para a empresa. 

Veja alguns exemplos de impactos financeiros para reduzir custos:

  • É possível reduzir custos com antecipação de riscos ocupacionais, evitando gastos com avaliações desnecessárias e maximizando o potencial de lucro da empresa. Entre outras coisas, fazer parte do processo de aprovação de entrada de novos produtos químicos nos ambientes de trabalho, pode ser um grande começo.
  • Com os resultados das avaliações, é possível verificar as atividades que podem gerar o pagamento de insalubridade e direcionar ações para que tais condições sejam eliminadas. Assim, evita-se o seu pagamento, o que é bom para o colaborador que tem a sua saúde mantida e para o empregador que reduz seus custos.
  • O gerenciamento das exposições também contribui para a redução dos passivos trabalhistas. 
  • A melhoria dos processos de trabalho tornam a empresa mais competitiva, além do controle de seus riscos, o que impacta na imagem do negócio.

Leitura recomendada: Como fortalecer a cultura de segurança do trabalho 

Segurança do Trabalho e Higiene Ocupacional – Diferenças

Muitas vezes, existe uma certa confusão entre Segurança do Trabalho e Higiene Ocupacional, que, embora tenham ligação, não são a mesma coisa. Veja a seguir as diferenças!

  • Segurança do Trabalho ou Segurança Ocupacional (o segundo é pouco utilizado): É o conjunto de ações utilizadas para evitar acidentes e doenças do trabalho, tornando o ambiente de trabalho compatível com a saúde e a preservação da vida, desenvolvendo ações técnicas, administrativas e médicas.

 

  • Higiene do Trabalho ou Higiene Ocupacional: É a ciência dedicada ao reconhecimento, avaliação e controle dos agentes ambientais (agentes físicos, agentes químicos e agentes biológicos) existentes no ambiente de trabalho, que podem causar danos à saúde do trabalhador e a todos que interagem no ambiente.

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