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6 Doenças Ocupacionais que Podem Levar à Invalidez: como evitá-las com prevenção e gestão de riscos

Diversas atividades laborais expõem os profissionais a riscos que, quando não gerenciados adequadamente, podem resultar em doenças ocupacionais graves, muitas das quais levam à invalidez permanente. 

Prevenir essas doenças é não apenas um dever legal e ético das empresas, mas também uma estratégia inteligente de gestão.

Neste artigo, vamos abordar as principais doenças ocupacionais que podem levar à invalidez, os fatores que aumentam seus riscos e como a gestão de segurança química e ocupacional pode reduzir significativamente a sua incidência.

Leia também: Riscos químicos no trabalho: como funciona a avaliação qualitativa

Quais são as doenças ocupacionais que levam à invalidez?

As doenças ocupacionais que levam à incapacidade são frequentemente condições crônicas causadas pela exposição prolongada a fatores de risco físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou psicossociais no trabalho. Aqui estão seis das doenças ocupacionais mais comuns associadas à incapacidade:

1. Doenças respiratórias 

A exposição a poeira, produtos químicos ou fumaça no local de trabalho pode levar a condições como asma, DPOC ou câncer de pulmão. As doenças respiratórias são uma causa significativa de incapacidade e perda de tempo de trabalho.

2. Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) 

Isso inclui condições como dor nas costas, síndrome do túnel do carpo e osteoartrite, frequentemente causadas por movimentos repetitivos, levantamento de peso ou posturas inadequadas. Os impactos incluem dores crônicas, mobilidade reduzida, limitações nas tarefas diárias e no desempenho no trabalho. 

As DORTs são uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. 

Saiba mais: Tudo sobre ergonomia: o que diz a legislação e como aplicar no ambiente de trabalho?

 3. Perda auditiva induzida por ruído (PAIR) 

A exposição prolongada a ruídos altos em setores como construção ou manufatura pode causar perda auditiva induzida por ruído. Os impactos podem ser danos auditivos irreversíveis, dificuldade de comunicação e isolamento social.

4. Doenças da pele 

A dermatite de contato, uma doença de pele ocupacional comum, é causada por irritantes ou alergênicos presentes no local de trabalho, causando erupções cutâneas, coceira e dor. Pode causar danos crônicos, desconforto e estigma social e profissional. 

5. Câncer ocupacional 

Alguns tipos de câncer, como câncer de pulmão, mesotelioma (causado pela exposição ao amianto) e leucemia, podem estar diretamente ligados à exposição a agentes cancerígenos no local de trabalho.

6. Transtornos mentais e comportamentais 

Estresse relacionado ao trabalho, assédio ou esgotamento podem contribuir para condições como ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático, afetando o bem-estar mental e a capacidade de trabalhar. Os impactos são exaustão emocional, absenteísmo, incapacidade de longo prazo e isolamento social.

É importante observar que estas não são as únicas doenças ocupacionais que podem levar à incapacidade, e que as doenças específicas e sua gravidade podem variar dependendo do tipo de trabalho e das características individuais do trabalhador.

Fatores que aumentam riscos de doenças causadoras de invalidez

A ocorrência de doenças ocupacionais que podem levar à invalidez não depende apenas da presença de agentes nocivos, mas também de diversos fatores que aumentam a vulnerabilidade dos trabalhadores. Entender esses fatores é essencial para aplicar ações preventivas eficazes.

1. Exposição prolongada a agentes nocivos 

Quanto mais tempo o trabalhador está exposto a agentes químicos, físicos ou biológicos, maior o acúmulo de danos no organismo. A exposição contínua sem pausas adequadas acelera o processo de adoecimento.

2. Ausência ou uso inadequado de EPIs

O não uso de Equipamentos de Proteção Individual (como máscaras, luvas e protetores auriculares) aumenta diretamente a exposição a riscos ocupacionais. Muitas vezes, isso ocorre por falta de treinamento, negligência ou fornecimento inadequado por parte da empresa.

3. Condições ergonômicas inadequadas 

Posturas incorretas, como ficar curvado ou esticado por muito tempo, podem causar dores nas costas, no pescoço e outros ferimentos. Mobiliário mal dimensionado e movimentos repetitivos podem provocar distensão muscular e articular, levando a distúrbios musculoesqueléticos. E jornadas excessivas estão entre os principais fatores que provocam doenças musculoesqueléticas.

4. Falta de treinamento e conscientização 

Trabalhadores que desconhecem os riscos a que estão expostos não têm meios de se proteger adequadamente. A ausência de cultura de segurança contribui para a repetição de comportamentos inseguros.

5. Ambientes mal ventilados e insalubres 

Locais fechados, com pouca ventilação, excesso de calor ou umidade, favorecem o acúmulo de substâncias tóxicas, fungos e bactérias, aumentando os casos de doenças respiratórias e dermatológicas.

6. Pressão psicológica e sobrecarga de trabalho 

Ambientes com alto nível de exigência, cobranças desproporcionais e ausência de suporte emocional favorecem o desenvolvimento de transtornos mentais. O assédio moral e a instabilidade contratual também são fatores de risco importantes.

7. Vulnerabilidades individuais 

Condições pré-existentes de saúde, idade avançada e gênero (no caso das mulheres, por exemplo, com dupla jornada e riscos ergonômicos específicos) podem intensificar a vulnerabilidade ao adoecimento.

Como a gestão de segurança química e ocupacional ajuda a prevenir

A prevenção de doenças ocupacionais, especialmente aquelas relacionadas à exposição a produtos químicos e condições de trabalho inseguras, exige uma abordagem estruturada e proativa, fundamentada em programas de Gestão de Segurança Química e Saúde e Segurança Ocupacional (SSO). 

Veja como essas duas áreas podem trabalhar juntas para prevenir as doenças que podem causar a invalidez de colaboradores:

1. Mapeamento e identificação de riscos 

O primeiro passo para qualquer estratégia preventiva é conhecer os perigos presentes no ambiente de trabalho. Isso inclui avaliações ambientais, levantamento de produtos químicos utilizados, análise ergonômica e identificação de fatores psicossociais. 

Utilize ferramentas como o GHS (Sistema Globalmente Harmonizado) e as Fichas com Dados de Segurança (FDS) para identificar substâncias tóxicas, irritantes, cancerígenas ou sensibilizantes. Reconheça os riscos físicos (ruído, calor, ergonomia). Faça análises preliminares de risco (APR) e análises de risco de tarefa (AET) para mapear os riscos no local de trabalho. 

Ferramentas como o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) são fundamentais nesse processo. A prevenção começa com o conhecimento exato dos riscos.

2. Controle e substituição de agentes perigosos 

A gestão de segurança química deve incluir a substituição de substâncias tóxicas por alternativas menos nocivas sempre que possível (princípio da substituição). Além disso, é preciso adotar medidas de contenção, ventilação local exaustora, armazenamento seguro e descarte adequado.

3. Fornecimento e fiscalização do uso de EPIs 

Garantir que todos os EPIs necessários estejam disponíveis, em boas condições, adaptados ao trabalhador e que seu uso seja efetivamente fiscalizado. A simples entrega dos equipamentos não é suficiente. O uso correto precisa ser monitorado e incentivado.

4. Treinamento contínuo e educação em segurança 

Treinar regularmente os trabalhadores sobre os riscos específicos das suas funções e as formas de prevenção é um dos pilares da gestão. A capacitação aumenta o engajamento e a consciência coletiva sobre a importância da segurança.

5. Vigilância em saúde ocupacional 

Avaliações regulares de saúde de acordo com o PCMSO (NR-7), como exames médicos admissionais, periódicos e de retorno ao trabalho, são essenciais para detectar sinais precoces de doenças (por exemplo, audiometria, espirometria, exames dermatológicos). 

A intervenção precoce previne que as doenças atinjam estágios irreversíveis ou de invalidez. Programas de saúde mental, ergonomia e qualidade de vida também devem fazer parte dessa vigilância.

6. Cultura de segurança e liderança participativa 

Mais do que normas e equipamentos, é necessário criar um ambiente onde a segurança seja um valor compartilhado. Isso se alcança com o envolvimento das lideranças, incentivo à comunicação, canais de denúncia e valorização da saúde do trabalhador como parte da estratégia empresarial.

7. Gestão de documentos e conformidade legal 

A empresa deve manter atualizados os documentos legais relacionados à segurança do trabalho, evitando passivos jurídicos e garantindo conformidade com as Normas Regulamentadoras (NRs).

As doenças ocupacionais que levam à invalidez são, na maioria das vezes, evitáveis. A chave está na atuação preventiva, no monitoramento constante e na valorização da saúde como elemento central da cultura organizacional. 

Empresas que investem em gestão de riscos, segurança química e ocupacional não apenas protegem seus trabalhadores, mas também constroem ambientes mais produtivos, sustentáveis e humanos.

Prevenir é sempre melhor e mais justo, do que remediar. Priorizar a saúde do trabalhador é investir no futuro do trabalho.

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Temos diversos serviços para a segurança química, saúde e segurança ocupacional e assuntos regulatórios, além dos treinamentos in company. 

Nossos serviços garantem aos nossos clientes medidas de avaliação de risco, proteção e prevenção, capacitação e treinamento de colaboradores, elaboração de documentos de segurança e cumprimento de legislações.

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