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9 acidentes de trabalho mais comuns

O Brasil é o 2º país do G20 em mortalidade por acidentes no trabalho. De acordo com dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, elaborado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), um trabalhador morre por acidente de trabalho ou doença laboral a cada 15 segundos, no mundo. 

De 2012 a 2020, 21.467 desses profissionais eram brasileiros, o que representa uma taxa de 6 óbitos a cada 100 mil empregos formais no período. Entre os países do G20, o Brasil fica atrás apenas do México (primeiro colocado), com 8 óbitos a cada 100 mil vínculos de emprego entre 2002 e 2020.

Neste intervalo de oito anos, foram registrados, no Brasil, o total de 5,6 milhões de doenças e acidentes de trabalho, que geraram um gasto previdenciário que ultrapassa R$ 100 bilhões.

Verifica-se que o cenário é extremamente preocupante. Portanto, prevenir a ocorrência desses eventos com ações efetivas de prevenção permite à empresa assegurar a proteção dos colaboradores, evitando gastos adicionais significativos, prejuízo de imagem e atuações de órgãos fiscalizadores. 

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Nesse sentido, é preciso entender sob que circunstâncias os principais tipos de acidentes de trabalho ocorrem, analisando suas causas e definindo medidas para se evitar a repetição do evento. Sendo assim, confira agora os acidentes de trabalho mais comuns.

  1. Queda de altura

Este é um dos acidentes mais fatais e também um dos mais comuns, considerando-se que as atividades em alturas elevadas, fazem parte de qualquer segmento industrial. 

Esse tipo de acidente tem entre suas causas um ambiente inseguro, em que falta sinalização adequada, corrimões e equipamentos de proteção coletiva,  possui uso inadequado (ou até não uso) de equipamentos de proteção individual.

Além disso, as condições físicas do trabalhador deixam a desejar, como cansaço, sonolência e, muitas vezes, a própria imprudência do colaborador em atividades aparentemente simples e rápidas, que acaba por negligenciar a utilização dos EPIs e outros equipamentos de proteção coletiva necessários.

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  1. Choques elétricos

Esse tipo de acidente é muito comum em serviços de manutenção em indústrias de qualquer segmento, construção civil, entre outros, mas não se limita a colaboradores que trabalham especificamente com rede elétrica.  

O contato com fios desencapados, fontes não isoladas e a entrada indevida em locais de alta tensão são os principais causadores de choques. O que pode causar queimaduras, tontura, contração muscular, perda de sentido, formigamento e até mesmo a morte dependendo do tempo de exposição e da intensidade da corrente. 

A Norma Regulamentadora 10 (NR10) do Ministério da Economia define as exigências que devem ser adotadas para instalações e serviços em eletricidade no que diz respeito à prevenção, cuidados e equipamentos necessários.  

  1. Queda de objetos

Não é necessário que um objeto seja pesado para ocasionar este grave acidente de trabalho, embora possamos não nos dar conta disso. Por exemplo, imagine uma chave de fenda que, muitas vezes, pesa menos do que um quilograma, caindo de uma altura de 20 metros. Mesmo sendo considerada uma ferramenta leve, a situação acima tem potencial para ferir gravemente uma pessoa.

Em função da gravidade, a possibilidade de queda de qualquer objeto é um risco que precisa ser controlado em qualquer ambiente, sem depender da natureza das atividades desempenhadas.

  1. Esforço excessivo

Os acidentes do trabalho que geram contusões são causados em atividades que demandam esforço físico, como por exemplo:

  • Levantamento de cargas;
  • Movimentação constante e força com má postura;
  • Içamento de cargas pesadas;
  • Movimentos repetitivos, entre outros. 

Por essa razão, talvez seja um dos acidentes de trabalho mais comuns dentro da indústria. Segundo análise do Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho (SmartlLab), as lesões corporais mais frequentes são: corte, laceração, ferida contusa, punctura, fratura, contusão e esmagamento.

  1. Batida contra objetos / equipamentos

Um trabalhador que acidentalmente esbarra ou é empurrado contra uma parede, porta, armário, janela, maquinário ou veículo pode sofrer lesão na cabeça, joelho, pescoço ou pé. 

Às vezes, esses acidentes acontecem porque os trabalhadores simplesmente não prestam atenção para onde estão indo ou porque estão muito apressados. Para reduzir o risco desses acidentes, o ambiente de trabalho deve ser mantido livre de desordem e os perigos e obstáculos devem estar claramente identificados. 

Saiba mais: Por que investir em treinamentos de segurança do trabalho? Entenda!

  1. Contato com produtos químicos e substâncias nocivas

Em algumas atividades, é comum que o trabalhador tenha que lidar com produtos perigosos, que podem ser danosos à saúde se não forem utilizados de forma correta.

É o caso de quem trabalha com produtos químicos, na produção de agrotóxicos, fertilizantes, com solda e diversos outros produtos, que, em contato com a pele, ou ao serem inalados, podem causar desde queimaduras a graves problemas de saúde.

As maiores causas de acidentes com estes tipos de materiais geralmente são a falta do uso ou o uso inadequado de EPI, falta de treinamento de como manusear ou armazenar o produto, não conhecimento dos perigos associados aos produtos químicos e falta de atenção na hora do manuseio.

  1. Acidentes em máquinas e equipamentos

Engrenagens, rolos e outras peças de máquinas pesadas podem prender os trabalhadores e causar uma variedade de lesões por rasgamento e esmagamento. No pior dos casos, o trabalhador pode perder um membro ou morrer devido aos ferimentos.

Normalmente, roupas largas, sapatos, joias, dedos ou cabelos soltos que ficam presos em máquinas causam esse tipo de acidente.

  1. Incêndios e explosões

Outro risco muito comum é o de incêndios e explosões. A principal causa é a presença de gases e líquidos combustíveis e inflamáveis. Além disso, é preciso se atentar também a sólidos como as poeiras, que também podem ser inflamáveis. 

A presença dessas substâncias acaba criando uma atmosfera explosiva, bastando uma fonte de ignição para iniciar uma explosão. Essas ignições podem vir, inclusive, de objetos do cotidiano, como lanternas comuns e até celulares.

  1. Lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares

Lesões Por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são um tipo de trauma cumulativo. Eles são causados pela repetição excessiva de pequenas tarefas ou micro tarefas, como trabalhar em uma linha de montagem ou digitar ou usar um mouse em um computador, ou atividades que exigem muita força na sua execução, até vibração e estresse. 

A síndrome do túnel do carpo é uma forma de lesão nervosa causada por movimentos repetitivos. Os colaboradores devem ser treinados nas devidas técnicas ergonômicas de trabalho, com equipamentos ergonomicamente corretos disponibilizados, bem como tempo de descanso adequado, a fim de evitar que essas lesões aconteçam.

Leitura recomendada: Como promover qualidade de vida no trabalho e reduzir acidentes

Confira ações que reduzem acidentes de trabalho

O primeiro passo deve ser o reconhecimento de todos os riscos tanto relacionados às atividades quanto ao ambiente. Para cada risco avaliado, deverão ser definidas as ações de prevenção adequadas, obedecendo a hierarquia das medidas de controle, sempre que possível.

Destacamos, a seguir, algumas medidas de segurança a serem observadas:

  • Boa sinalização 

Sinalizar um ambiente de trabalho que contenha risco é fundamental para a redução de acidentes. Isso porque essa prática desperta a atenção visual dos colaboradores, permitindo que adotem uma postura de maior vigilância e prudência.

  • Uso de Equipamento de Proteção Individual 

O uso de EPIs sem dúvidas é uma forma de combater os elevados números de acidentes de trabalho, quando não é possível a adoção de medidas de controle imediatas e mais definitivas. 

Isso porque o EPI, muitas vezes, permite ao colaborador realizar uma tarefa com os riscos sob controle, garantindo assim a sua saúde e conforto. Também não podemos esquecer aqui a necessidade de treinamento para uso correto e conservação desses equipamentos.

  • Capacitação profissional 

Apenas fornecer os EPIs mais adequados para os colaboradores não é suficiente. É necessário treinamento para que possam utilizá-los da maneira correta e compreendam a importância do seu uso. 

A elaboração de procedimentos a serem seguidos quando a realização das tarefas também é de fundamental importância e, claro, que o conhecimento e o treinamento a esse respeito tornarão efetiva a sua aplicação.  

  • Identificação de causas

Outro aspecto que devemos considerar é que os acidentes de trabalho não acontecem por acaso. Algo os causa e geralmente mais de uma coisa. Uma investigação deve identificar essas causas, mas vale lembrar que a causa de um acidente não é a mesma que a causa de um ferimento. 

As lesões podem ser causadas por esforço excessivo, quedas e golpes de objetos. Os fatores que causaram o acidente, entretanto, são mais complexos. Por exemplo, um piso úmido pode causar uma queda, mas determinar o porquê o piso estava molhado e porquê o perigo não foi abordado é o que determina as causas básicas.

Uma investigação de acidente ou quase acidente não deve parar ao encontrar uma causa óbvia. Deve continuar até que todos os fatores subjacentes sejam identificados. Se essas causas raízes não forem identificadas e tratadas, elas continuarão a gerar acidentes. Abordar eficazmente as causas raízes ajuda a prevenir a recorrência, o que se traduz em menos lesões.

Leia também: Relatório de segurança do trabalho: para que serve e como elaborar?

Precisa de ajuda para evitar os acidentes de trabalho?

Para identificar todos os riscos presentes no ambiente de trabalho, realizar ações de prevenção e adequação a fim de minimizar os perigos e evitar os acidentes, conte com o apoio de uma consultoria especializada em segurança química e segurança ocupacional, como a Chemical Risk.

Com mais de 10 anos de experiência no mercado, profissionais altamente qualificados e serviços de excelência, fazemos toda a análise e avaliação do risco e, assim, elaboramos um relatório completo sobre tudo o que envolve a segurança química e ocupacional na sua empresa.

Assim, você diminui a ocorrência de incidentes, diminuindo gastos com indenizações a trabalhadores, além de se manter em conformidade com as legislações e garantir a proteção e o bem-estar dos trabalhadores.

Também disponibilizamos os mais diversos treinamentos para empresas para capacitar sua equipe a entender os riscos, utilizar EPIs e manusear produtos de forma correta.

Quer saber mais detalhes sobre nossos serviços? Entre em contato conosco agora mesmo e solicite um orçamento gratuito!

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