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Produtos perigosos: como tratar e atender emergências?

Milhares de acidentes com produtos perigosos ocorrem todos os dias em todo o mundo. Inclusive, já temos diversos exemplos conhecidos, como o vazamento de dioxina em Seveso, na Itália, a descoberta de um antigo depósito de produtos tóxicos sob um núcleo habitacional em Love Canal, nos Estados Unidos, e o vazamento de radiação nuclear em Chernobyl, na Ucrânia.

Além destes, ainda houve outros casos graves como a liberação de isocianato de metila em Bhopal, na Índia, ou o derramamento de óleo do navio Exxon Valdez, em Prince William Sound, no Alasca.

No cenário brasileiro, temos o vazamento de gasolina em Cubatão (SP), em 1984, o acidente em Goiânia, em 1987, em razão do descarte irregular do material radioativo Césio-137, os rompimentos de barragens em Mariana (MG), em 2015, e de Brumadinho (MG), em 2019. Sem contar tantos outros de menor tamanho, mas com impactos na área onde ocorrem. 

Ouça nosso podcast: Césio 137 – Acidente Radiológico em Goiânia

Principais tipos de emergências com produtos perigosos

Então, em relação às emergências com produtos perigosos, podemos citar:

1. Acidentes ambientais com produtos químicos

Podem se transformar em eventos agudos de poluição.

2. Descargas acidentais e vazamentos

Geram atmosferas contaminadas, tóxicas, inflamáveis e explosivas, envolvendo uma ou mais substâncias perigosas. Com isso, existe o potencial para causar, simultaneamente, múltiplos danos ao meio ambiente e à saúde dos trabalhadores e das comunidades expostas aos seus efeitos.

3. Em uma explosão

A súbita liberação de energia pode causar efeitos locais. Porém, as explosões químicas tendem a apresentar repercussões mais graves sobre a saúde, uma vez que ocasionam incêndios e emissão de substâncias tóxicas perigosas.

Em ambos os casos, há ainda a possibilidade da projeção de fragmentos que provocam queimaduras e traumatismos, bem como sufocação nas pessoas, devido aos gases liberados após a explosão.

4. No caso de incêndios

O calor liberado pelas chamas pode causar danos a outros equipamentos, com a possibilidade de ocorrência de novos incêndios e explosões, intensificando os efeitos destrutivos.

Além disso, dependendo de vários fatores, como a temperatura, a combustão incompleta das substâncias químicas pode gerar inúmeros poluentes indiretos. 

Essa característica do incêndio químico torna difícil estabelecer induções causais entre a possível exposição e os sintomas registrados, tal como evidenciam os estudos sobre os bombeiros e as populações expostas a esses eventos. 

As águas residuárias contaminadas dos combates aos incêndios químicos são outra fonte de riscos. As equipes de emergência entram em contato com elas durante o combate e a população consome a água e os peixes dos rios contaminados.

5. As emissões líquidas acidentais

Decorrem de vazamento ou derramamento, têm extensão determinada, entre outros fatores, pela existência de cursos d’água e barreiras naturais ou artificiais.

A gravidade e a extensão dessas emissões dependem das propriedades físicas, químicas, toxicológicas e ecotoxicológicas das substâncias que as compõem, das condições atmosféricas e das características geológicas e geográficas. 

A exposição aos vapores tóxicos gerados pelas emissões líquidas acidentais pode provocar efeitos agudos e crônicos, como carcinogenicidade, teratogenicidade, mutagenicidade e causar danos a órgãos específicos.

Portanto, como podemos verificar, as emergências envolvendo produtos químicos perigosos podem ocorrer no transporte rodoviário de produtos químicos. Porém, também podem acontecer nos outros meios de transporte, no manuseio ou no armazenamento em fábricas ou indústrias ou mesmo no mar, como são os casos de vazamento de petróleo.

O que fazer em situações de acidente com produtos perigosos?

Quando nos deparamos com a ocorrência de um acidente envolvendo produto químico, seja um vazamento, derramamento ou a emissão de um gás com forte odor, na maioria das vezes, ficamos atônitos e sem saber exatamente como agir. 

O mais importante nesses momentos é:

  • Manter uma distância adequada do produto (no mínimo 100 metros);
  • Ficar no sentido contrário à direção do vento;
  • Se possível identificar o produto envolvido, por meio do painel de segurança do caminhão que é composto por duas linhas de números, sendo que a linha inferior é o Número ONU do produto, composto por quatro dígitos e serve para identificá-lo.

Também é importante comunicar os órgãos envolvidos. Ou seja, deve-se ligar para a Polícia Rodoviária federal (191) em caso de Rodovia Federal ou Corpo de Bombeiros (193) nas demais situações. Então, é preciso fornecer o maior número de informações possíveis sobre a emergência, tais como:

  • Hora e local da ocorrência;
  • O número ONU, contido no painel de segurança, conforme mencionamos acima;
  • Nome da transportadora e/ou placa do veículo;
  • Natureza do acidente: vazamento, derramamento, incêndio, explosão, vazamento de gases etc.;
  • Se existem vítimas. Em caso positivo, ligue também para o SAMU (192);
  • Entre em contato com a Pró-Química (0800 11 8270) – importante instituição que pode fornecer informações técnicas sobre o produto químico envolvido no acidente; 
  • Ligue para a Cetesb (se for em São Paulo) ou o órgão ambiental estadual.

Ao dar conhecimento aos órgãos acima da ocorrência de uma emergência, o atendimento será acionado. Da mesma forma, serão notificadas a empresa fornecedora do produto químico, a transportadora e todos os atores responsáveis. 

Assim, os envolvidos poderão responder à emergência e fazer o atendimento adequado.

Leitura recomendada: Atendimento à emergência química e sua importância na gestão do risco químico

Como funciona o plano de Atendimento a Emergência?

Todas as empresas estão sujeitas à ocorrência de eventos não planejados. Ainda que muitas vezes não é possível evitar a sua ocorrência, na maioria dos casos, é possível limitar suas consequências por meio de uma previsão adequada sobre a forma de atuar em tais circunstâncias.

Para cada natureza de risco químico dos produtos perigosos, existe uma estratégia. Mas, de maneira geral, os objetivos do plano são essencialmente os mesmos. Desse modo, podemos dizer que o objetivo central de um plano de atendimento a emergência de uma empresa é demonstrar o que deve ser feito em uma situação inesperada. 

De forma simplificada, podemos dizer que os objetivos de uma PAE são: 

  • Identificar os riscos existentes e as situações de vulnerabilidade dentro e fora da empresa;
  • Indicar as ações que devem ser tomadas com relação aos riscos identificados;
  • Sensibilizar os colaboradores para a necessidade de treinamento constante;
  • Preparar meios e recursos para um enfrentamento emergencial;
  • Limitar os possíveis efeitos negativos de um sinistro;
  • Garantir um nível de segurança que possa ser mantido.

Etapas do plano de emergência

A elaboração e implantação do plano de emergência funciona a partir de um roteiro sequencial que define prioridades, considerando as etapas citadas abaixo: 

  • Identificação e análise de todas as vulnerabilidades existentes;
  • Avaliação dos recursos para as ações;
  • Identificar em uma planta baixa todo o plano; 
  • Definição do acionamento do plano de emergência de uma empresa;
  • Implementação do plano;
  • Revisão e atualização.

Fica claro que um plano de atendimento a emergência é fundamental para uma empresa que fabrica, manuseia, transporta ou armazena produtos perigosos. Porém, o mais importante é a prevenção dessas ocorrências. 

O conhecimento de todos os perigos dos produtos manuseados, o treinamento constante dos colaboradores e a análise de risco das atividades darão o subsídio necessário para a definição de todas as medidas que deverão ser adotadas. Assim, a empresa vai garantir a proteção dos colaboradores, do meio ambiente e do seu patrimônio.

Leitura recomendada: Por que investir na gestão de segurança química? Veja 5 benefícios!

Conte com uma consultoria especializada em produtos perigosos

Para ajudar a sua empresa na identificação dos riscos, na avaliação dos produtos usados no treinamento dos funcionários e no desenvolvimento de um plano de emergência, é importante contar com uma consultoria especializada em segurança química.

A Chemical Risk possui experiência, know-how e conhecimento dos produtos perigosos, dos riscos envolvidos, das legislações existentes e de como tratar e atender emergências. Temos profissionais altamente capacitados para auxiliar os negócios de qualquer porte e segmento em todos os processos de segurança química. 

Para isso, fornecemos um serviço de consultoria em gestão de segurança química. Nossa assessoria faz uma análise de todo o cenário, propõe medidas e correções para o cumprimento das legislações. Assim, é possível garantir a segurança de colaboradores e minimizar os riscos de acidentes.

Nossos serviços englobam:

Quer saber mais? Entre em contato conosco e solicite um orçamento gratuito!

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