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Segurança do trabalho na construção civil: quais os principais riscos e acidentes?

A construção civil possui diversas atividades com o objetivo de transformar o ambiente natural e aumentar a qualidade de vida do ser humano. Mas este é um segmento permeado por riscos. Por isso, é importante investir na segurança do trabalho na construção civil.

Afinal, o elevado número de acidentes e as doenças do trabalho decorrentes das atividades da construção representam um desafio a ser encarado com extrema seriedade.

Além disso, esse segmento apresenta uma série de particularidades que não estão presentes em outros setores, como por exemplo:

  • Alta rotatividade e baixa capacitação da mão de obra;
  • Métodos de trabalho defasados que, muitas vezes, não visam a segurança do trabalhador;
  • Grande variedade de riscos, dependendo do tipo e da etapa da obra;
  • Ausência de projetos de segurança específicos para cada estágio de desenvolvimento de um empreendimento.

Leia também: Insalubridade e Periculosidade no âmbito da segurança do trabalho

Cenário dos acidentes na construção civil

De acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social, do total de acidentes ocorridos em 2017 no setor da construção, o maior número foi na construção de edifícios, com 19,18%. Outros serviços que mais tiveram acidentes foram:

  • Obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações, com 7,92%;
  • Incorporação de empreendimentos imobiliários, com 6,40%. 

Quando pensamos nesse segmento, logo nos vem a ideia da construção de edificações, desde casas a prédios e galpões industriais. Porém, a construção civil vai muito além disso e engloba a construção de estradas, túneis, pontes, barragens, hidrelétricas, aeroportos, estações ferroviárias, redes de distribuição de energia e muito mais. 

Quais são os principais acidentes e riscos que podem ocorrem no setor?

Entre os riscos de acidentes presentes nas atividades de construção civil, alguns são óbvios, como quedas de altura, quedas de objetos, choques elétricos e tombos. Além destes, vale destacar:

  • Picadas de insetos e animais peçonhentos;
  • Lesões por esforço repetitivo;
  • Impactos e colisões causadas por veículos;
  • Exposição intensa e contínua a ruído;
  • Distensões musculares;
  • Cortes e dilacerações;
  • Riscos dos produtos químicos;
  • Entre outros.

Existe uma gama muito grande de produtos químicos que estão presentes na construção civil. 

Na forma de poeira, podemos citar cal, pó de madeira, poeira de terra, cimento e outros. Já, na forma líquida, temos as tintas e vernizes, os ácidos etc. Temos ainda os vapores que são provenientes dos solventes e dos ácidos. E as névoas que têm origem nas tintas, vernizes e bases. 

Ao tratar de poeiras particuladas, temos a sílica e o amianto que são extremamente agressivos. A sílica pode ser encontrada em formas cristalinas, tais como o quartzo, a tridimita, a cristobalita e a trípoli, ou na forma amorfa, como a sílica gel ou a sílica coloidal. Ela é a principal causadora da doença denominada silicose. 

Portanto, é mais um risco à segurança do trabalho na construção civil.

Leia também: Segurança do trabalho em hospitais: conheça os riscos presentes

O que é a silicose?

Antes de explicar a doença, é importante saber onde corre-se o risco do trabalhador encontrar a poeira contendo sílica como quartzo. Em geral, isso ocorre na escavação de túneis e poços, nas operações de corte, furação e polimento de blocos de pedra, granito e quartzo, entre outras.

Os profissionais envolvidos nestes processos precisam de cuidados extras de segurança no trabalho na construção civil para minimizar o risco da doença.

A silicose é uma doença incurável causada pelo acúmulo de poeira contendo sílica nos pulmões e a consequente reação dos tecidos pulmonares. Ela leva ao endurecimento dos pulmões e dificulta a respiração, podendo levar à morte.

Normalmente, a silicose se desenvolve de forma gradual, demorando anos para atingir os quadros graves. A doença pode progredir mesmo depois de o trabalhador deixar de se expor à poeira. Trata-se de um quadro irreversível! Logo, a prevenção é a única opção.

E as doenças relacionadas ao amianto?

O amianto é um silicato que ocorre naturalmente, cuja resistência ao calor e às propriedades estruturais o tornam útil para a inclusão em materiais da construção civil. Assim, serve principalmente para a fabricação de telhas e caixas d’água de fibrocimento. 

Os 3 tipos principais de amianto que provocam doença são crisotilo (uma fibra serpentina), crocidolita e amosita (anfibólio, ou fibras retas). A fibra crisotila é responsável por 99% do amianto usado em todo o mundo. As fibras anfibólicas representam 1% e estão principalmente nas minas de vermiculita.

Segundo a International Agency for Research on Cancer (IARC), o amianto é comprovadamente cancerígeno para humanos e todas as suas variedades representam riscos à saúde. 

Desse modo, a inalação de fibras de amianto provoca doenças que se desenvolvem em longo prazo, mesmo que a exposição tenha sido interrompida. Em muitos casos, essas doenças são incuráveis e o tratamento médico consiste de paliativos para reduzir a dor e aliviar sintomas.

As doenças relacionadas de modo mais contundente ao amianto são a asbestose, os mesoteliomas e as placas pleurais. Além dessas, há outros cânceres, como os de brônquios, pulmão, estômago, laringe; e os derrames pleurais.

Outros riscos de poeiras na construção civil

Existem inúmeras outras poeiras presentes nas obras de construção civil. Porém, não possuem a gravidade das duas citadas anteriormente. Poeiras de gesso, cal, cimento, argamassas e madeira são comuns e representam outros riscos de segurança do trabalho na construção civil.

Essas poeiras, em geral, são irritantes das vias respiratórias e olhos e podem gerar doenças de menor gravidade (rinite, sinusite, traqueíte, conjuntivite irritações oculares). 

Entretanto, não podemos negligenciá-las. Isso porque pessoas mais susceptíveis podem desenvolver quadros mais graves como asma, pneumonites, queimaduras química dos olhos etc. 

Leia também: Modernização das normas regulamentadoras de segurança do trabalho

Dermatoses ocupacionais x segurança do trabalho na construção civil

Outros produtos muito utilizados são a cal, o cimento e as argamassas. Nesse caso, esses produtos estão na forma de pós. Mas, para sua utilização, são misturados com água, tornando-se líquidos, pastosos ou semissólidos. Esse contato então poderá causar danos na pele dos trabalhadores. 

Inclusive, uma das principais atividades causadoras de dermatoses ocupacionais é a construção civil. As dermatoses são as irritações, as inflamações e agressões à pele. Isso acontece porque esses produtos usados na alvenaria e reboco possuem um pH alcalino, em torno de 12 a 14. 

Substâncias que possuem pH alcalino causam grande irritação e até queimaduras quando em contato com a pele. Por isso, é comum ver a pele de serventes e pedreiros bastante irritada e ferida.

Algumas pessoas por serem mais susceptíveis podem desenvolver fortes alergias aos componentes e contaminantes do cimento. O que provoca dermatites importantes.

Essa alcalinidade pode também agredir as mucosas dos olhos e nariz se houver um contato ou quando inaladas, ainda em forma de pó.

Leia também: Equipamentos de Proteção Individual: conheça os principais tipos de EPIs

Ácidos, tintas e outros perigos para segurança do trabalho na construção civil

No outro extremo, temos os ácidos que também são fortes irritantes da pele e mucosas. Muitos deles são bastante voláteis (evaporam facilmente), formando vapores e neblinas ácidas extremamente irritantes para os olhos e as vias respiratórias. 

Assim, é comum trabalhadores, expostos a vapores ácidos, terem crises de rinite, bronquite e até pneumonite químicas.

Não podemos deixar de citar as tintas, vernizes e solventes, que são muito utilizados na pintura. Tais produtos podem ser tóxicos ao trabalhador e ao meio ambiente. 

Muitas tintas e vernizes têm em sua composição ou são dissolvidos em solventes orgânicos (thinner, aguarrás, dentre outros). Esses solventes são derivados do petróleo que evaporam facilmente e, portanto, são classificados como compostos orgânicos voláteis (COVs). 

São esses COVs que costumam dar o cheiro mais forte e característico de algumas tintas e vernizes, além de serem muito tóxicos para os trabalhadores.

Então, quando tintas, vernizes e solventes são utilizados na pintura com pistola, é gerada uma névoa do produto químico. O que cria um risco muito maior de segurança no trabalho na construção civil. Nesse caso, a absorção será muito maior tanto pelo aparelho respiratório, como pela pele e mucosas (boca e olhos).

No processo de pintura e envernizamento, outros solventes podem estar presentes, como benzeno, tolueno, xileno, hexano, cetonas etc. O que pode causar vários danos aos trabalhadores como irritação da mucosa do nariz, garganta, bronquite, pneumonites etc. 

Ainda é possível provocar efeito sedativo, narcótico, distúrbio da personalidade, tonturas, dores de cabeça, fadiga, náuseas, depressão etc. Ou até causar irritação ocular, dermatites, alergias e alguns solventes podem ser cancerígenos. 

Regulamentação da segurança do trabalho na construção civil

A Norma Regulamentadora 18 (NR-18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização. 

Esta norma tem como objetivo a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no ambiente de trabalho nesse segmento. 

Determina também todas as exigências para a elaboração do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – PCMAT.

Leia também: Toxicologia dos gases irritantes: riscos de exposição e efeitos prejudiciais à saúde

Como melhorar a segurança do trabalho na construção civil?

Como mencionamos anteriormente, os produtos químicos utilizados em um canteiro de obras são inúmeros. Então, seria uma árdua tarefa abordar aqui todos os riscos de cada um desses produtos. 

Nesse sentido, é de suma importância o conhecimento das Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) dos produtos utilizados. Esses documentos devem estar disponíveis de modo a permitir a sua consulta. O que serve tanto para o estabelecimento das medidas de segurança como para as medidas de atendimento emergenciais. 

A Chemical Risk possui profissionais qualificados para a correta gestão dos produtos químicos presentes nesse processo. Assim como, desenvolve treinamentos específicos para a Compreensão da FISPQ e Rótulos em atendimento à legislação vigente e também treinamento voltado para o Manuseio Seguro de Produtos Químicos

Também elaboramos o Safety Card, que é uma FISPQ resumida e facilita o entendimento dos funcionários. Tanto sobre o risco dos produtos, como sobre as informações de prevenção. 

Para maior detalhamento dos serviços citados, consulte o nosso site ou se preferir entre em contato conosco.

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